Um terremoto de magnitude 7 matou pelo menos 16 pessoas e deixou outras 76 feridas no Tibete, na China, na noite de quinta-feira 22. O tremor atingiu uma área montanhosa e levou as autoridades a mobilizar equipes de resgate.
Abalo no norte do Tibete causa danos em centenas de casas e retira mais de 12 mil pessoas
O epicentro foi localizado na região de Nagqu, a cerca de 400 quilômetros de Lhasa, capital tibetana.
O abalo ocorreu em uma área de altitude elevada e danificou centenas de casas. Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, mais de 12 mil pessoas foram retiradas da região em segurança.
Xi Jinping manda operações de busca e resgate; 339 casas desabaram e há 413 tremores secundários
Durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira 23, autoridades disseram que o número de mortos seguia em 16 e que o total de feridos chegou a 76.
Segundo a Xinhua, 339 casas desabaram ou sofreram danos. A mídia estatal mostrou moradores deixando edifícios e buscando abrigo ao ar livre ou dentro de carros.
O presidente chinês, Xi Jinping, ordenou operações intensivas de busca e resgate e o atendimento aos feridos. A polícia de Nagqu informou que mais de 300 agentes foram enviados à região, e a CCTV citou que mais de 1.600 pessoas foram mobilizadas no condado de Baqing. As autoridades alertaram sobre risco de novas quedas após rachaduras e estruturas inclinadas. De acordo com o Centro de Redes Sísmicas da China, 413 tremores secundários foram registrados, enquanto comunicações e energia eram restabelecidas gradualmente.
Risco de novas quedas preocupa e equipes seguem com apoio em uma área remota
A região atingida é remota, tem acesso difícil e fica a centenas de quilômetros da capital tibetana.
As autoridades também enviaram barracas, moradias pré-fabricadas, geradores e lanternas. No próximo período, o controle das réplicas e o restabelecimento de serviços devem seguir como foco das equipes.
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