Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, afirmou que não se preocupa com o governo de Donald Trump reconhecer ou não o resultado das eleições brasileiras em caso de vitória de Lula. Ele disse que quer entender como o povo brasileiro vai agir diante de pressões estrangeiras.
Amorim tira foco de Trump e destaca pressões externas e Big Techs
Amorim falou à coluna que não se interessa com o que o presidente dos EUA pensa. Ele afirmou que o ponto é saber como pensa o povo brasileiro e se os interesses nacionais se colocam acima de pressões estrangeiras.
Ele citou, na mesma linha, a influência das plataformas digitais e dos algoritmos no processo político e eleitoral brasileiro. Amorim mencionou o caso da Meta que teria favorecido o candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro.
Trump comentou o primeiro turno e comparou apuração com o sistema eleitoral dos EUA
O texto registra que Trump comentou o resultado do primeiro turno brasileiro, quando o senador terminou à frente de Lula. Ele afirmou: “É uma grande vitória — apertada, mas uma vitória muito grande. Incrível, na verdade”.
Na ocasião, Trump disse que a disputa pelo segundo turno seria “muito acirrada”. Depois, em publicação na Truth Social, ele elogiou a rapidez da apuração brasileira e comparou o processo para criticar o sistema eleitoral dos Estados Unidos.
Publicações na Truth Social e atenção ao segundo turno
De acordo com o artigo, na Truth Social Trump classificou o sistema eleitoral dos Estados Unidos como “corrupto”. Ele fez a crítica sem apresentar provas para a acusação.
O governo brasileiro, segundo Amorim, quer discutir se os interesses nacionais vão se sobrepor a pressões estrangeiras no momento do resultado e do avanço das disputas.
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