Correspondente do Le Monde, Anne-Dominique Correa, registrou a reação de uma engenheira mineira que votou em Lula, mas diz que o governo não pensa o suficiente no futuro. O caso entra no debate de veículos estrangeiros sobre por que parte dos eleitores rejeita o presidente Lula da Silva.
Le Monde e outros jornais voltam ao tema “por que rejeitar Lula” entre eleitores
Anne-Dominique Correa contou que a engenheira Cibele Santiago, de 38 anos, rejeita a ideia de que todos deveriam “idolatrar” Lula.
O relato aparece junto de observações de que veículos estrangeiros que cobrem as eleições no Brasil costumam reagir com surpresa quando veem eleitores contrariando a expectativa de apoio ao presidente Lula da Silva.
Engenheira em Ribeirão das Neves cita renda e diz que governo não olha o futuro
Cibele Santiago vive em Ribeirão das Neves e soma bicos ao salário de 4,5 mil reais que recebe da prefeitura.
A correspondente registrou o trecho: “Já votei no Lula, mas, hoje, acho que o governo não pensa o suficiente no futuro”.
O texto também cita reportagens do New York Times sobre o tema Amazônia e uma fala atribuída a Katrin Bennhold, além de menção ao domingo de votação com referência a Flávio Bolsonaro.
Cobertura estrangeira cita IA, redes sociais e alerta sobre efeitos da eleição
A matéria citou Ana Ionova, correspondente do jornal, que relacionou a eleição ao uso de inteligência artificial e ao uso da internet pelos brasileiros para criar narrativas políticas distorcidas ou mentirosas.
O texto ainda traz coberturas de jornais argentinos e do espanhol El País, com referências a Javier Milei, “carne de burro” e a Joseph Stiglitz, que prevê aumento do desemprego, crescimento da pobreza e piora para a classe média se a ultradireita vencer.
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