MPT abre investigação contra Índia Armelau por posts sobre redes sociais de funcionários

O Ministério Público do Trabalho (MPT) abriu uma investigação depois que a deputada estadual Índia Armelau (PL), a mais votada do Rio, publicou mensagens nas redes sociais pedindo que empresários investiguem manifestações políticas de funcionários. O caso chama atenção porque envolve orientação de demissões ligadas a apoio a Lula.

MPT apura mensagens em redes sociais que citam investigação de funcionários

O MPT disse que abriu apuração após Armelau sugerir que empresários olhem as redes sociais de seus empregados. A investigação busca entender se houve conduta que incentivou demissão discriminatória.

Posts após vitória de Lula em 2026 citam “confere” e falam em “demitir”

Depois da vitória de Lula (PT) no segundo turno da disputa presidencial de 2026, a parlamentar aconselhou os patrões a conferirem as redes sociais dos empregados em busca de manifestações de apoio ao presidente.

Em mensagens reproduzidas na matéria, Armelau escreveu: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’”. Ela também afirmou: “Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

O MPT vai apurar “eventual prática de conduta que incentive a realização de dispensa discriminatória por empregadores”.

Deputada diz que apoiou “Não Contrate Quem Odeia Empresário” e nega demissões em massa

Nas redes sociais, Índia Armelau publicou um vídeo dizendo que suas postagens eram em apoio à campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresário” e negou ter defendido demissões em massa. Ela disse que, como empresária, não quer contratar pessoas que considera contrárias aos empresários.

Sobre a investigação do MPT, a parlamentar alegou cerceamento da liberdade de expressão e fez declarações pejorativas sobre o Nordeste, associando a região à violência, ao analfabetismo e à pobreza.

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