No Rio de Janeiro, um francês recém-chegado para visitar um amigo estranha ao ver no celular um app chamado OTT, “Onde tem tiro”. Ele acompanha o anfitrião consultando o aplicativo como quem verifica o trânsito ou a previsão do tempo.
Uso do OTT no dia a dia liga informação de tiroteios à rotina de circulação
A cena relatada acontece em plena tarde ensolarada deste setembro, na cidade do Rio de Janeiro.
O texto diz que o visitante tenta entender como um povo criativo lida com a existência de um serviço que mapeia tiroteios em tempo real na cidade.
OTT “Onde tem tiro” é citado como ferramenta consultada por moradores
O artigo afirma que o espanto do estrangeiro mostra o contraste com a forma como o Brasil convive com a violência.
Segundo o texto, em muitas regiões do Rio a pergunta “onde tem tiro?” funciona como prática do dia a dia, ajudando a decidir se uma mãe leva o filho à escola, se um trabalhador atravessa uma rua e se um idoso vai ao posto de saúde.
O OTT é apresentado como informação que “traduz” o cenário, e não como algo que “celebra o caos”.
Aplicativo vira ponto de atenção ao romper a ideia de que a violência é exceção
O texto diz que a existência do OTT deveria causar inquietação porque mostra uma adaptação ao risco no lugar de combate ao problema.
O artigo encerra dizendo que cidadãos usam o app como alerta e que é preciso pressionar governadores estaduais, citados como responsáveis pela segurança pública.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.