MTE diz que pode restringir crédito público de empresas com assédio eleitoral

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) anunciou que vai dar prioridade à apuração de denúncias de assédio eleitoral no ambiente profissional. O ministro Luiz Marinho disse que empresas comprovadamente envolvidas podem sofrer restrições para obter crédito público.

MTE cria força-tarefa para apurar pressão política dentro das empresas

Segundo o MTE, os relatos de pressão sobre trabalhadores vieram durante a campanha e também após as eleições de 2026. O governo afirma que o resultado das urnas não encerra, necessariamente, a disputa política dentro das empresas.

Marinho declarou que auditores e auditoras do trabalho nos 27 estados vão tratar os casos como prioridade. A força-tarefa também envolve as áreas de relações do trabalho.

Restrição de crédito pode atingir empresas em caso de assédio eleitoral comprovado

O ministro afirmou que a restrição de crédito pode alcançar empresas que pratiquem assédio eleitoral comprovado. Nesses casos, o Banco Central seria informado para comunicar a rede de instituições financeiras sobre a restrição à concessão de crédito público.

Marinho disse que o governo também estuda criar uma lista pública de empregadores responsabilizados. Ele comparou a ideia ao cadastro de empresas flagradas com trabalho análogo à escravidão.

Denúncia leva a negociação e pode resultar em reintegração ou indenização

O procedimento anunciado prevê que, diante de uma denúncia concreta, a empresa seja chamada para uma mesa de negociação. Participam o sindicato e a pessoa denunciante.

Se houver demissão ligada ao assédio, a proposta é buscar a reintegração do trabalhador. Quando isso não acontecer, o MTE fala em indenização e, em alguns casos, encaminhamento à Advocacia-Geral da União para medidas judiciais, inclusive nas esferas cível e eleitoral.

Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.