Irmãos Alexander são condenados a 30 anos cada por estupros e drogas contra mais de 70 mulheres

Três irmãos, dois deles corretores de imóveis de luxo, foram condenados a 30 anos de prisão cada um nesta terça-feira, 27, nos Estados Unidos, por drogar e estuprar dezenas de mulheres ao longo de décadas. A condenação aconteceu após o tribunal federal de Manhattan, em Nova York, considerar os três culpados por ataques que começaram em 2008.

Condenação em Manhattan atinge irmãos ligados a festas e imóveis de luxo

Tal Alexander, de 40 anos, e os gêmeos Oren Alexander e Alon Alexander, de 39 anos, foram julgados por agressões sexuais contra mais de 70 mulheres. Segundo a acusação, os crimes ocorreram em festas exclusivas e residências luxuosas.

A juíza Valerie Caproni proferiu a sentença no tribunal federal de Manhattan, em Nova York.

Juíza Valerie Caproni cita tempo de crimes desde 2008 e defesa pede 15 anos

A promotora Elizabeth Espinosa afirmou que os irmãos pediam a pena máxima, prisão perpétua, e disse que os fatos “revelam um quadro verdadeiramente devastador”. Ela também afirmou que, durante anos, os acusados “aprimoraram seus métodos” para atrair mulheres com promessa de luxo.

A defesa pediu penas de 15 anos, dizendo que eles eram pais dedicados e que as famílias sofreriam com a ausência. Os três continuaram afirmando que eram inocentes e que só queriam “se divertir” na época dos crimes.

Na sessão final, doze vítimas foram ouvidas na manhã de terça-feira. Entre elas, Maya Miller relatou que não se sentia mais segura desde que foi estuprada por Tal Alexander em 2014.

Testemunhos falam em trauma e ameaça; julgamento durou cinco semanas em março

Durante o julgamento, que aconteceu por cinco semanas em março deste ano, onze mulheres testemunharam contra os irmãos. A maioria delas era menor de idade na época em que os abusos teriam ocorrido.

As vítimas relataram que os três davam presentes e levavam as mulheres de avião para lugares como Aspen e Bahamas, onde as vítimas eram drogadas. A promotoria disse ainda que eles “restringiam fisicamente e imobilizavam suas vítimas durante os estupros e agressões sexuais, ignorando gritos e pedidos explícitos para que parassem”.

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