O Governo Federal montou uma força-tarefa para combater o assédio eleitoral após o último domingo. A ação pode perder força por falta de auditores-fiscais do trabalho.
Força-tarefa do governo pode esbarrar em falta de pessoal para fiscalizar
O grupo foi criado para coibir casos de assédio eleitoral. Ele também quer punir empregadores que ameaçam ou discriminam funcionários por causa de preferências partidárias.
A eficiência da operação pode ficar limitada por um déficit de pessoal. O Brasil tem cerca de 2 600 auditores-fiscais do trabalho para acompanhar a situação laboral de 103 milhões de trabalhadores.
Conatrae e Sinait cobram convocação urgente de aprovados no CPNU de 2024
A Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) divulgou nesta quinta-feira um manifesto em defesa da convocação urgente dos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) de 2024.
A Conatrae cita a Convenção nº 81 da OIT, que pede um auditor para cada 20 000 profissionais. O Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait), que integra a Conatrae, também apoia o chamamento e diz que o número insuficiente compromete a fiscalização do Estado e a proteção dos direitos dos trabalhadores.
Denúncias passam de 3 000 e fiscalização pode seguir reduzida se não houver ampliação
Sem a expansão do quadro de funcionários, a capacidade do Estado de proteger os direitos trabalhistas e investigar denúncias de assédio eleitoral deve ficar reduzida.
O texto aponta que as queixas neste ano ultrapassam 3 000. A demanda das entidades foca na convocação dos aprovados no CPNU de 2024 para amenizar a escassez de servidores.
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