As pesquisas eleitorais divulgadas antes do pleito de 2026 não apontaram com clareza a vitória de Lula, que obteve 51,79% dos votos. O resultado contrasta com as urnas e com o que os institutos indicavam até a véspera, e isso virou tema nas redes agora.
Distância entre pesquisas e urnas levanta debate sobre como medir a opinião em campanha
Mesmo com mudanças no cenário entre o primeiro e o segundo turno, os institutos não previram a conquista de Lula nem com folga. Dentro do limite estatístico chamado margem de erro, ou perto disso, a aposta ficou com Flávio Bolsonaro.
Diretores dos institutos dizem que números dentro da margem de erro ainda podem ter erro e que sondagens retratam o momento. Eles destacam ainda que prever o comportamento político ficou mais difícil.
Variação nas urnas e números de pesquisas: Lula 51,79% e Bolsonaro 48,21%
Lula terminou a eleição presidencial de 2026 com 51,79% dos votos e 4,4 milhões de eleitores a mais do que Flávio Bolsonaro, que ficou com 48,21%. Na primeira rodada, o candidato do PL teve 2,2 milhões de sufrágios à frente do petista.
Quatro pesquisas ficaram abaixo do resultado de Bolsonaro: Futura (50,1%), AtlasIntel (50,8%), Quaest (51%) e Datafolha (51%). No segundo turno, sondagens também falavam em cenário diferente, com aposta conservadora perto da margem de erro.
Entre os dois turnos, a mobilização da campanha de Lula incluiu atos e uso de meios digitais. O canal de WhatsApp Exército do Lula, operado pelo deputado André Janones (Rede-MG), reuniu mais de 10 milhões de usuários, com boa parte deles idosos, e houve salto no comparecimento de quase 3 milhões de pessoas.
Institutos citam mudanças de última hora e prometem ajustar medição do voto
Os institutos dizem que querem criar meios mais eficazes para medir a disposição de comparecer às urnas. Eles usam a série histórica como parâmetro, com abstenção em torno de um quinto do total desde 2010.
Para identificar guinadas perto da votação, um levantamento da Quaest mostrou que 6% fizeram sua opção na semana que antecedeu o pleito e 9% no próprio domingo. Os diretores também falam em cuidado extra com aspectos subjetivos, ligados ao momento psicológico do eleitor.
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