Janones terá que manter o engajamento do “Exército do Lula” após a virada no 2º turno

O deputado federal André Janones, que coordenou o “Exército do Lula” nas redes sociais, deve enfrentar dificuldades para repetir o mesmo nível de mobilização que ajudou Lula a vencer Flávio Bolsonaro no segundo turno. O desafio ganha força com o desgaste do grupo e a mudança no ritmo após a votação.

“Exército do Lula” trabalhou no 2º turno, mas pode perder força depois

Janones ficou entre os principais responsáveis pela virada de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais. Ele coordenou o “Exército do Lula” em grupos de WhatsApp e redes sociais durante a fase final da disputa.

Especialistas ouvidos avaliam que vai ficar mais difícil manter o mesmo engajamento. O grupo já mostra sinais de cansaço e tende a se desmobilizar por achar que cumpriu a missão.

Grupo de WhatsApp teve 4,4 milhões de votos a mais e mais de 10 milhões de seguidores

O “Exército do Lula” ajudou o presidente a garantir uma vantagem de 4,4 milhões de votos sobre o filho de Jair Bolsonaro na semana passada. Com isso, Lula chegou ao quarto mandato na Presidência da República.

Parte dos militantes que entrou para o grupo aparece cansada. O grupo hoje tem mais de 10 milhões de seguidores, e nem todos os integrantes são filiados ao PT, o que reforça a tendência de desmobilização.

A professora Letícia Cesarino disse que a mobilização não vai se repetir como aconteceu no segundo turno. Ela citou que havia pessoas no “modo guerra”, com comandos o tempo todo, e com a noção de que a ação duraria até o “momento chave” no domingo, dia da votação.

Canal usado com mais força na virada entre o 1º e o 2º turno

O “Exército do Lula” foi criado em abril deste ano. Os petistas passaram a usar o grupo com mais intensidade na virada do primeiro para o segundo turno, depois do resultado da primeira rodada, quando Lula saiu em desvantagem em relação a Flávio Bolsonaro.

No discurso de vitória, Lula fez uma homenagem especial a André Janones. Ele foi chamado de “companheiro” e de “general” da tropa, e Lula disse que Janones foi decisivo para a reeleição.

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