A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou, nesta segunda-feira, a tentativa do governo de Donald Trump de impedir a contagem de 20 mil votos enviados pelo correio na Califórnia. A decisão foi tomada na véspera da eleição de meio de mandato.
Decisão na véspera das midterms trava pedido do governo para segurar votos por causa de cidadania
O governo federal levou o caso à Suprema Corte poucas horas depois de fazer o pedido para mudar como os votos seriam tratados.
As disputas judiciais entram no clima de 2022, quando as midterms definem o rumo político no país.
Justiça recebeu ação após Governo afirmar que eleitores não cidadãos entraram na lista da Califórnia
Na ação, o governo disse que os votantes, provavelmente, não são cidadãos americanos.
O Departamento de Justiça pediu que as cédulas recebidas desses eleitores fossem separadas e ficassem fora da apuração até a verificação da cidadania. O governo também argumentou que, depois de misturadas às demais, as cédulas não poderiam ser identificadas e retiradas da contagem.
O governo federal afirmou que a lista com os nomes de mais de 20 mil eleitores foi feita com base no cruzamento de registros eleitorais públicos com dados de imigração. Na Califórnia, todos os eleitores registrados recebem uma cédula de votação pelo correio.
Pedido começou em 15 de outubro e foi negado em 1ª instância e no 9º Circuito
O conflito começou em 15 de outubro, quando o Departamento de Justiça entrou com a ação na Justiça Federal, dizendo que a Califórnia impede a aplicação de uma lei de 1996 que criminaliza o voto de não cidadãos em eleições federais.
Antes de chegar à Suprema Corte, a tentativa de separar as cédulas foi recusada em 28 de outubro pelo tribunal federal de primeira instância e em 30 pelo Tribunal de Apelações do 9º Circuito.
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