Democratas venceram eleições de meio de mandato nos Estados Unidos na terça-feira, 3, e ampliaram o controle do Congresso e de governos estaduais. O resultado vai na direção de uma retirada da agenda de Donald Trump.
Participação antecipada e mudança no voto jovem e latino ajudam a explicar o placar
Nos Estados Unidos, a votação acontece nas urnas e também de forma antecipada pelo correio.
Antes da eleição de terça-feira, os americanos enviaram mais de 61,7 milhões de cédulas, segundo o “Election Lab” da Universidade da Flórida.
A Rádio Pública Nacional informou que os dados mostram participação elevada de representantes afro-americanos, jovens e outros grupos que costumam apoiar candidatos democratas.
Campanha bate recordes e estados viram: Texas, Kansas e Carolina do Sul puxam a mudança
Em 2026, os gastos de campanha registraram um valor recorde de 11,9 bilhões de dólares, superando os US$ 8,9 bilhões de 2022, segundo a OpenSecrets.
Os candidatos à Câmara dos Representantes e ao Senado gastaram 3,7 bilhões de dólares dos próprios fundos de campanha. A OpenSecrets aponta que os democratas gastaram 800 milhões de dólares a mais que os republicanos.
No Texas, o democrata James Talarico acumulou 145 milhões de dólares, contra 22 milhões de dólares arrecadados por Ken Paxton, que buscou apoio de grupos externos. No Kansas, Adam Hamilton venceu Roger Marshall, e na Carolina do Sul a democrata Annie Andrews derrotou Darline Graham, com nenhum democrata eleita para o Senado desde 1998.
Pesquisas de boca de urna apontam queda de apoio a Trump entre jovens e latinos
As pesquisas de boca de urna indicaram que jovens e eleitores latinos se afastaram do presidente e do Partido Republicano.
A NBC News informou que, na terça-feira, os eleitores latinos apoiaram candidatos democratas por 62% a 35%. Para os jovens de 18 a 29 anos, a margem foi de 72% contra 25%.
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