A vitória do Partido Democrata nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos dividiu reações pelo mundo. Na Europa, líderes comemoraram e citaram possíveis mudanças, enquanto aliados de Donald Trump criticaram o resultado.
Europa vê chance de reviravolta na relação de Washington com temas externos
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, disse que o resultado foi uma rejeição às políticas de Trump. Ele citou medidas de empobrecimento, preconceito, sexismo e negação das mudanças climáticas.
Na Noruega, o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre avaliou que a vitória democrata pode abrir espaço para vozes mais alinhadas às posições do governo dele em questões ambientais e diplomáticas. Ele também mencionou diálogo em política externa e ajuda ao desenvolvimento.
Democratas ganham maioria na Câmara e no Senado e ampliam poder de fiscalização
Com a conquista da maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, os democratas passam a ter mais instrumentos para fiscalizar o governo, questionar decisões da Casa Branca e impor obstáculos à agenda do presidente. O resultado representa um revés político para Trump nos dois últimos anos de seu mandato.
No Parlamento Europeu, Bernd Lange classificou a vitória democrata como um “golpe devastador” para Trump e uma “grande vitória para a democracia”. Ele disse ainda que a perda de força no Congresso não torna a atuação do presidente mais previsível.
Do lado de fora da Europa, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, apontou possíveis consequências para o cenário internacional, associando a nova configuração política em Washington a uma fase diferente nas relações entre países.
Aliados de Trump criticam e falam em impacto na política americana
O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, criticou a postura dos democratas em relação a Moscou. Ele disse que o resultado eleitoral não deve alterar a condução da política externa russa.
Na Itália, Matteo Salvini relacionou o desempenho às tensões internacionais e ao aumento do custo de vida nos Estados Unidos. Ele afirmou que “a esperança é que essa votação possa representar uma aceleração rumo ao fim dos conflitos e ao retorno da paz”.
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