Senadores da oposição do Paraguai anunciaram, nesta quinta-feira, 5, que vão apresentar uma denúncia criminal contra o presidente Santiago Peña ligada à falência do banco digital Ueno. O caso ganhou força enquanto tramita o processo de impeachment por motivos relacionados.
Falência do Ueno Bank vira base para denúncia criminal e impeachment
Os senadores dizem que a crise do Ueno Bank provocou um impacto amplo no país, atingindo áreas política, econômica e social.
Segundo o anúncio, a denúncia criminal vai andar em paralelo ao impeachment, que segue em tramitação mesmo depois de Peña pedir para renunciar.
Denúncia inclui presidente, ministro, ex-comandantes do Banco Central e autoridades de supervisão
A oposição acusa Peña de enriquecimento ilícito, tráfico de influência e gestão em benefício próprio.
A medida também mira o ministro da Economia e Finanças Óscar Lovera, o ex-presidente do Banco Central e ex-presidente do Ueno Carlos Carvallo, além dos diretores do Banco Central Liana Caballero, Miguel Ángel Mora e Marco Aurelio González.
Entre os citados ainda estão o titular da Superintendência de Bancos Holger Insfrán e autoridades de instituições estatais que depositaram recursos no Ueno, como o Instituto de Previdência Social e a Administração Nacional de Eletricidade, entre outras.
Intervenção do Banco Central fechou o Ueno e deixou valores congelados
De acordo com o texto, o Banco Central anunciou na terça-feira 3 uma intervenção no Ueno Bank, que encerrou as operações da instituição.
O fechamento deixou congeladas as economias e os depósitos de cerca de 3 milhões de pessoas, além de volumes de recursos públicos depositados por órgãos do Estado paraguaio.
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