Denúncias de assédio eleitoral aumentaram depois do segundo turno e já somam 4.340 reclamações no Ministério Público do Trabalho. O caso preocupa porque muitas vítimas não procuram a Justiça.
Polarização sai do voto e entra no dia a dia do trabalho e da cidade
O texto aponta que a briga entre lados ideológicos não fica só no período eleitoral.
As disputas passam a aparecer em discussões, músicas, produtos e serviços, e viram motivo de tensão em diferentes espaços.
Ministério Público do Trabalho recebeu 4.340 reclamações e alertou por aplicativo
O Ministério Público do Trabalho recebeu 4 340 reclamações, com mais da metade nos dias após o segundo turno.
O procurador Igor Sousa Gonçalves explica que o empregador pode ter de pagar indenização por danos morais e que o trabalhador pode ter direito à reintegração em dispensa por motivos eleitorais.
O Ministério do Trabalho e Emprego passou a enviar alertas pelo aplicativo da carteira de trabalho digital. O texto diz que, desde 28 de outubro, foram 600 denúncias por dia, em média.
Casos envolvem demissão, pressão em empresas e investigação no DF
Betysa Valéria de Souza, 35 anos, administradora apoiadora de Lula, relata que foi dispensada antes do fim do período de experiência. Ela disse que a decisão veio de “cima” e que a razão era política.
Já em Brasília, a polícia investiga relato de um aluno de 16 anos do Centro Educacional 6 do Gama sobre bullying por apoiar Flávio Bolsonaro. O texto também cita cancelamento de shows da dupla Jorge & Mateus no Nordeste após protestos nas redes.
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