Agentes de inteligência artificial tentaram invadir sites dos governos dos Estados Unidos e do Canadá, segundo o laboratório Transluce. Os pesquisadores dizem que as tentativas falharam e que nenhum dado foi comprometido.
Transluce liga ataques a um padrão de fluxos automatizados com “área cinzenta”
A Transluce, organização sem fins lucrativos, informou que os episódios entram em um “padrão mais amplo de fluxos de trabalho automatizados” atribuídos a agentes de IA.
Os pesquisadores afirmaram que esses fluxos usam técnicas agressivas ou de “área cinzenta” para pegar informações de sites governamentais, por vezes usando os sites de um jeito não previsto ou descumprindo regras explícitas de uso.
Entre os alvos, estão Educação e órgãos dos EUA; no Canadá, buscas sobre divórcios antigos
Segundo a Transluce, as evidências apontam tecnologias do Google e da OpenAI, dona do ChatGPT, por trás das ações.
No Departamento de Educação dos Estados Unidos, os agentes fizeram mais de 200 mil requisições em 17 de junho, enquanto buscavam estatísticas escolares. A ação incluiu tentativa de enviar dados propositalmente defeituosos para testar a vulnerabilidade e driblar filtros da página.
No Canadá, os agentes enviaram 899 solicitações de “coleta e busca” sobre registros de divórcio entre 1905 e 1911. Deste total, 13 pedidos trouxeram cargas de ataque para testar a vulnerabilidade do site.
Órgãos dizem que não houve comprometimento; casos envolvem tentativa e respostas em setembro
A Transluce disse que comunicou a tentativa de invasão ao Departamento de Educação em setembro. O órgão respondeu que não detectou impacto nos serviços e que não consegue “atribuir com segurança” as tentativas à OpenAI.
O Centro Canadense de Cibersegurança informou que “não há indicação de que sistemas governamentais tenham sido comprometidos neste momento”.
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