A AgeRio voltou a contratar funcionários sem concurso, os chamados extraquadros, poucos semanas depois de anunciar uma reestruturação para reduzir despesas e valorizar servidores de carreira. O resultado, segundo dados oficiais citados na reportagem, derrubou a economia prometida e gerou uma redução líquida de R$ 41.210,05 mensais.
Reestruturação na AgeRio reduz pouco e traz novas admissões sem concurso
Em meados de julho, a Agência Estadual de Fomento do Estado do Rio (AgeRio) informou que tinha exonerado cerca de 32% dos contratados sem concurso. A agência projetou economia de mais de R$ 5 milhões na folha até dezembro de 2026.
Uma semana depois, a movimentação voltou a incluir extraquadros. A contratação, após as exonerações, anulou rapidamente a economia apontada no anúncio.
Economia estimada cai: corte real foi de 12 no total de 155
Os dados oficiais de lotação apontam que o corte real foi de apenas 12 empregados em um quadro total de 155. Isso representa redução de 7,7%, e não 32%.
Entre julho e agosto, a economia no salário base foi de R$ 98.712,95. O valor saiu de R$ 2,44 milhões para R$ 2,34 milhões, mas a promessa de R$ 5 milhões não se confirmou.
Com custo médio mensal por empregado de R$ 18.553,44, a meta exigiria demissão de algo em torno de 49 funcionários. Mesmo assim, em setembro, houve admissão de 10 novos extraquadros, e a folha de salário base chegou a R$ 2,40 milhões.
Redução líquida fica em R$ 41 mil mensais e proporção de concursados recua
Com a nova composição, a variação líquida da folha em relação a julho virou economia de R$ 41.210,05 mensais. A redução ficou em 1,69%.
A proporção de concursados, que tinha chegado a 62%, recuou para 58% em setembro.
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