Davi Alcolumbre fez um gesto a Luiz Inácio Lula da Silva e sinalizou que pode deixar para depois das eleições a promulgação de uma PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias.
A articulação envolve o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e ganha força perto da votação e da promulgação da proposta no Senado.
Ministro da Fazenda pediu cautela e falou em impacto fiscal da PEC no Congresso
Em crise com Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu a abordagem do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Durigan procurou Alcolumbre e pediu cautela para decidir o melhor momento para promulgar a PEC da aposentadoria especial.
PEC aprovada na terça-feira prevê impacto de cerca de R$ 27 bilhões em 10 anos
Durigan disse a jornalistas que recebeu a preocupação de estados e municípios sobre o impacto fiscal federativo da medida e pediu que Alcolumbre avaliasse o melhor momento para a promulgação.
A PEC foi aprovada na terça-feira pelos senadores e tem elevado impacto fiscal, de cerca de 27 bilhões de reais em 10 anos.
Segundo o Radar, Alcolumbre sinalizou que pode segurar a promulgação para depois das eleições.
Promulgação pode cair na mira do STF e entrar em disputa no fim da legislatura
Alcolumbre estaria afastado de Lula desde novembro do ano passado e, nos últimos dias, disse que quer se encontrar com o petista.
O texto também relata que ele pode esperar o STF analisar uma proposta de súmula vinculante elaborada por Gilmar Mendes e que aliados de Lula falam em judicialização se a PEC for promulgada.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.