Alerj aprova projeto que manda Uber e 99 mostrarem dados de violência contra mulheres no Rio

A Alerj aprovou, na quarta-feira (10), um projeto de lei que obriga empresas de transporte por aplicativo a produzir um relatório anual sobre casos de violência contra mulheres nas corridas no estado do Rio. A medida mira apps como Uber e 99 e vai para sanção ou veto do governador em exercício, Ricardo Couto.

Relatório anual deve listar casos e medidas de prevenção no estado do Rio

O projeto cria o chamado Relatório de Transparência de Segurança da Mulher. A proposta obriga as plataformas a detalharem ações para prevenir e combater crimes durante as corridas.

Além de quantificar incidentes registrados, o texto pede divulgação pública das medidas adotadas. O projeto também inclui mecanismos para acolher vítimas e corrigir falhas.

Texto de Martha Rocha e coautores determina publicação nos sites e envio a órgãos públicos

A proposta é de autoria da deputada Martha Rocha (PDT) e tem coautoria dos deputados Tia Ju (Republicanos), Carlos Minc (PSB), Carlos Macedo (Republicanos), Dionisio Lins (PP) e Elika Takimoto (PT).

O relatório deve ser disponibilizado uma vez por ano nos sites das próprias empresas. O projeto também manda encaminhar o documento oficialmente aos órgãos públicos competentes.

A deputada Sarah Poncio (SDD) afirmou que a segurança não pode depender só da denúncia individual de cada passageira. Ela citou que, quando os dados aparecem, o problema passa a ser tratado como prioridade.

Campanhas dentro dos aplicativos e decisão final do governador em exercício

O projeto prevê campanhas de conscientização dentro dos próprios aplicativos. As empresas poderão usar banners virtuais para alertar motoristas e passageiros sobre a violência contra a mulher como crime.

O texto segue para sanção ou veto de Ricardo Couto, governador em exercício.

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