Aliados de Luiz Inácio Lula da Silva apostam que a operação da PF contra o senador Ciro Nogueira, liderança do Centrão, vai mexer no comportamento de Davi Alcolumbre no Congresso. A avaliação gira em torno da relação do presidente do Senado com o Poder Executivo.
Operação da PF mira Centrão e vira teste do jogo entre Senado e Planalto
Auxiliares do presidente e integrantes da base no Legislativo dizem que Alcolumbre tende a agir com mais contenção. Eles citam a chance de o senador recalcular a rota em relação ao Palácio do Planalto.
Nas últimas semanas, Alcolumbre participou de articulações que terminaram em derrotas para Lula dentro do Congresso. A indicação de Jorge Messias ao STF sofreu um revés, e o presidente derrubou o veto de Lula ao PL da Dosimetria.
Ciro Nogueira, apreensão do Centrão e PF comandada por André Mendonça
Entre lideranças do Centrão, o cenário ganhou tom de preocupação depois da ação da PF contra um dos expoentes do grupo. A base ligada ao governo diz que os parlamentares devem operar em compasso de espera.
O texto relata que opositores do petista viram a operação como retaliação dele às derrotas recentes no Congresso. Já governistas lembram que a ação da PF foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, indicado por Jair Bolsonaro.
Próximas semanas devem mostrar se a bancada vai segurar ou tentar novas derrotas
Fontes ouvidas pelo Radar dizem que a operação causou constrangimento no bloco. O mesmo levantamento aponta um temor sobre novas ofensivas da PF contra integrantes do Centrão nas próximas semanas.
Para a base aliada, a ideia é segurar eventuais dissabores que os parlamentares gostariam de impor a Lula.
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