Candidatos do Rio tiveram os planos de governo analisados com um índice que busca sinais de uso de inteligência artificial. A apuração não prova autoria por robôs, mas aponta padrões compatíveis com geração ou expansão de texto.
Detecção de IA não é certeza: estudo usa IAS em vez de “detector”
Hoje não existe um detector que diga com certeza quanto de um texto veio de IA. Um classificador lançado pela OpenAI foi retirado do ar por baixa precisão.
O estudo usa o IAS, Índice de Autoria Sintética, que vai de zero a cem. O número não vira porcentagem literal de palavras feitas por máquina.
IAS leva em conta tamanho de frases, repetição e referências ao Rio
A análise organizou os documentos e tirou elementos que atrapalham a contagem, como sumários, cabeçalhos, rodapés, números de página e outros itens. O foco ficou no conteúdo.
O levantamento observou tamanho das frases, variação entre períodos curtos e longos, diversidade de vocabulário, repetição de expressões, quantidade de números e referências específicas ao Rio de Janeiro. A pesquisa também cruzou sinais com uma leitura humana dos trechos com maior pontuação.
André Marinho e Anthony Garotinho lideram; Paes e Cyro Garcia ficam no fim
Pelo IAS, o plano de André Marinho enviado à Justiça Eleitoral em agosto chegou a 68% de sinais compatíveis, com confiança de 88%. O texto anterior registrado pelo candidato, dito como provisório, ficou com 82 pontos.
Anthony Garotinho também atingiu 68 pontos. William Siri e PSOL ficaram com 47; Coronel Busnello com 46; Douglas Ruas com 44. Eduardo Paes fez 37 pontos em um plano de oito páginas, e Cyro Garcia, do PSTU, ficou com 23 pontos.
Este conteúdo faz parte do Manchete Online, um projeto dedicado a trazer o essencial de cada notícia de forma clara e rápida. Aqui você lê tudo o que precisa saber em menos de 60 segundos. Assine nossa newsletter e receba as principais notícias do dia direto no seu e-mail.