Andrey Kurkov fala sobre guerra, idioma e cultura antes de participar da FLIP em Paraty

O escritor ucraniano Andrey Kurkov falou sobre invasão russa à Ucrânia, idioma e papel da cultura antes de participar da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP). As declarações colocam a guerra e a preservação da identidade ucraniana no centro do debate.

Kurkov diz que cultura vira alvo e serve como testemunha do conflito

Kurkov afirma que a cultura está entre as vítimas da guerra e cita a morte de mais de 300 escritores, poetas, tradutores e editores no conflito.

Ele também aponta que a arte pode funcionar como testemunha e como forma de compartilhar informações, citando cinema, pintura, música e literatura.

Mais de 800 bibliotecas atingidas e debate sobre escrever em russo

O autor diz que, desde o início da invasão em larga escala, mais de 800 bibliotecas foram destruídas ou danificadas nos territórios ocupados.

Ele afirma que livros ucranianos foram retirados e que a Rússia levou milhões de exemplares de literatura clássica e moderna russa para esses territórios, além de dizer que museus e o principal mosteiro de Kiev sofreram ataques.

Kurkov detalha que escreve parte das obras em russo por fazer parte da população de língua russa, que antes da guerra era cerca de 40% e agora, segundo ele, fica em torno de 20%, e diz que falar russo não significa ser pró-Rússia.

Negociações e paz: Kurkov liga acordo à queda de Putin e cita apoio europeu

Kurkov diz que a paz só seria possível após a morte de Putin e afirma que ele não concordaria com negociações, inclusive por temer ser visto como fraco pelo povo russo.

Sobre apoio externo, ele afirma que a Europa segue apoiando a Ucrânia de forma constante, diz que Trump parou de apoiar a Ucrânia quando assumiu a presidência e afirma que, se a Ucrânia perder a guerra, os próximos alvos seriam Estados Bálticos e a Polônia, países da OTAN.

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