A União Europeia importou GNL russo em nível recorde desde 2022, aponta estudo do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA) publicado nesta quarta-feira, 13. O resultado chama atenção mesmo com a guerra na Ucrânia e a meta de reduzir a dependência do gás de Moscou.
Recorde de GNL russo desde 2022 mostra força da dependência energética na Europa
O estudo relaciona o aumento com a dependência do continente europeu do gás de Moscou. O documento cita ainda a crise energética ligada à guerra no Oriente Médio, que afetou o abastecimento mundial de hidrocarbonetos.
1º trimestre de 2026 tem alta de 16% e chega a 6,9 bilhões de m³
No primeiro trimestre de 2026, as importações de GNL russo cresceram 16% em comparação com o mesmo período de 2025. Entre janeiro e março, o volume atingiu 6,9 bilhões de metros cúbicos, maior nível desde 2022.
Em abril, as importações europeias do GNL russo também subiram, com alta de 17% em relação ao ano anterior. A França, a Espanha e a Bélgica puxaram o crescimento, e a França importou mais GNL russo que qualquer outro país europeu no primeiro trimestre de 2026, com marca recorde em janeiro.
Acordo europeu prevê corte do GNL russo até dezembro de 2026 e gasodutos até setembro de 2027
A União Europeia formalizou um acordo para eliminar gradualmente as importações de gás natural russo até o final de 2027. Pelo acordo, o fornecimento de GNL deve ser interrompido até dezembro de 2026 e o gás por gasodutos deve ter corte definitivo programado para setembro de 2027.
Mesmo com o plano, a Rússia segue como o segundo maior fornecedor de GNL para a UE. No primeiro trimestre, a Noruega liderou com 31%, seguida pelos Estados Unidos (28%) e pela Rússia (14%).
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