Após plano emergencial, estudantes franceses prometem manter protestos e greve

Estudantes franceses prometeram seguir com a mobilização depois que o governo anunciou um plano emergencial para reforçar professores nas escolas públicas. A medida prevê a ida de 3 mil docentes às salas de aula, mas sindicatos convocaram nova rodada de greves para terça-feira, 13.

Plano para contratar docentes foi anunciado, mas protestos continuam

O governo apresentou o plano como uma resposta ao déficit de professores e aos problemas na rede pública. Para os estudantes, a primeira medida concreta não encerra os problemas da educação francesa.

O movimento começou no fim de setembro, em escolas de ensino médio nos arredores de Paris. Depois, ganhou força e chegou às universidades, reunindo estudantes, docentes e sindicatos em diferentes regiões do país.

Envio de 3 mil docentes e escolas fechadas afetam rotina na França

O ministro da Educação, Édouard Geffray, disse que o governo está contatando cerca de 3 mil professores qualificados que ainda não começaram a trabalhar. A meta é encaminhá-los para escolas com mais necessidade de pessoal, sobretudo em áreas de baixa renda.

Segundo Geffray, o plano terá efeito imediato e custará dezenas de milhões de euros. Nesta sexta-feira, 9, o Ministério da Educação informou que 141 instituições de ensino continuavam fechadas.

Os sindicatos estudantis estudam uma nova rodada de greves para terça-feira, 13. Nesta semana, a pressão também apareceu no ensino superior, com a polícia desfazendo um bloqueio na Universidade Paris-Panthéon-Assas e com impactos na Mines Paris e no Institut Catholique de Paris.

Confrontos, feridos e desigualdade na rede ampliam a disputa por mais verba

Geffray afirmou que mais de 100 professores ficaram feridos desde o início das manifestações. Na quinta-feira, 8, milhares foram a atos em cidades como Lille, Rennes, Nantes, Lyon e Marselha, e em Paris a marcha chegou à Praça da Bastilha.

O Ministério do Interior informou que 71,5 mil pessoas foram às ruas no dia. O debate sobre desigualdade também ganhou espaço, já que dados do Ministério da Educação apontam que quase 10% das horas de aula do ensino médio na rede pública não têm professores.

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