Aprovação da PEC da Segurança Pública em dois turnos no Senado reforça articulação de Lula, diz cientista político

O Senado aprovou em dois turnos a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O cientista político Elias Tavares disse que a decisão reforça a articulação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso.

Votação da PEC da Segurança Pública em dois turnos vira sinal para a articulação no Congresso

Elias Tavares avaliou que a aprovação da PEC representa uma vitória política para Lula. Ele também disse que o avanço mostra resultados concretos na aproximação do governo com o comando do Congresso.

Segundo o especialista, o movimento começa a render frutos com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Tavares citou ainda a proximidade entre Lula, Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, no período perto do segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo Tavares, segurança pública ganha espaço e vira instrumento político para o governo

O cientista político afirmou que a PEC ganha relevância porque o governo enfrentava expectativas de dificuldade para avançar em prioridades no Senado. Ele disse que a votação mostra a capacidade de articulação com parlamentares e dirigentes do Congresso.

Para Tavares, Lula tenta ampliar o protagonismo do governo federal no debate sobre segurança pública. Ele relacionou a proposta à reorganização da área no Executivo e disse que isso dá ao presidente mais um instrumento político para sustentar a agenda.

Ele resumiu a ideia com a frase “Ele está trazendo a pauta para si”. Tavares também apontou que o tema deve continuar ocupando espaço nas discussões políticas.

Implementação da agenda deve bater em resistência entre governo federal e estados

Mesmo vendo a aprovação como uma vitória política, Elias Tavares disse que a implementação da agenda de segurança pública vai enfrentar resistências. Ele citou a relação entre o governo federal e os estados.

O cientista político falou que “A gente sabe que será ainda muito polêmico” e que “Os governadores vão requerer ali o seu protagonismo”. Ele mencionou disputas sobre a atuação das forças de segurança.

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