Na última semana, ataques voltaram a mirar as urnas eletrônicas e colocaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em alerta. O debate ganhou força com declarações feitas no exterior e com a divulgação de informações falsas sobre o sistema.
Urna eletrônica virou alvo em meio ao crescimento de desinformação
O modelo informatizado completou 15 eleições em 30 anos sem fraude comprovada, segundo o texto. Mesmo com esse histórico, grupos que defendem mudanças no sistema voltaram a questionar a votação.
O TSE passou a ser alvo desse tipo de ataque junto com as chamadas fake news. O assunto volta ao centro do debate em um momento de pressão nas redes sociais sobre o processo eleitoral.
Flávio Bolsonaro cita Smartmatic e CIA; TSE aponta montagem por empresas brasileiras
No último dia 21, Flávio Bolsonaro (PL) reiniciou a campanha de críticas. Ele disse, diante de representantes de 42 países, que as urnas brasileiras são fabricadas pela venezuelana Smartmatic, e que um relatório da CIA teria comprovado participação da empresa em fraudes em 2012.
Segundo o TSE, mais de 1,4 milhão de urnas já usadas no Brasil foram montadas por quatro empresas brasileiras. O órgão cita Positivo Tecnologia, Diebold, Unisys Brasil e Procomp, todas contratadas por licitação.
Campanhas repetem críticas e TSE reforça procedimentos de segurança
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro ampliou as críticas vindas dos Estados Unidos. Ele citou uma live com o marqueteiro argentino Fernando Cerimedo e divulgou uma gravação antiga de Elon Musk dizendo que não confia em votação eletrônica por causa de conexão com a internet, enquanto o sistema brasileiro é off-line.
O texto também destaca que as urnas passam por mais de dez etapas de fiscalização antes, durante e depois das votações. O TSE inclui teste público com hackers para buscar vulnerabilidades e mantém auditorias até o teste de autenticidade antes do pleito.
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