A Austrália confirmou nesta terça-feira, 7, a extradição da chilena Adriana Elcira Rivas González. Ela é acusada de torturar e sequestrar sete pessoas durante a ditadura de Augusto Pinochet.
Decisão envolve acusações de sequestro ligados ao regime de Pinochet
No Chile, Adriana Rivas responde por sete casos de “sequestro qualificado” ligados ao desaparecimento de opositores políticos nos anos 1970.
A acusação cita atuação na Direção de Inteligência Nacional (DINA), órgão de repressão do regime militar, e inclui o caso de uma mulher grávida de cinco meses.
Prisão em Sydney em 2019 e discussão sobre a classificação dos crimes
Adriana Rivas mora na Austrália desde 1978. Ela trabalhava como babá e faxineira no subúrbio de Bondi.
Ela foi presa em Sydney em fevereiro de 2019, após um pedido de extradição do Chile. Desde a detenção, permaneceu sob custódia enquanto tentava barrar a extradição na Justiça australiana.
Na tentativa mais recente, a defesa apontou falhas jurídicas e disse que os crimes não estavam tipificados como crimes contra a humanidade na época dos fatos. O Tribunal Federal de Sydney rejeitou o recurso, afirmando que o pedido chileno se baseia em acusações formais de sequestro qualificado.
Rivas deve ser enviada ao Chile para julgamento após decisão na Justiça australiana
Com a decisão do tribunal, Adriana Rivas deve ser enviada ao Chile para julgamento.
Entre as vítimas citadas está Víctor Díaz, dirigente do Partido Comunista, detido em 1976 e desaparecido desde então. Adriana Rivas nega as acusações.
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