Brasil mira US$ 21,3 bilhões em projetos de minerais críticos até 2030

O Brasil vai investir até 2030 US$ 21,3 bilhões em projetos para produzir minerais críticos, com foco nas terras raras. A aposta ganha força por causa da dominância da China no mercado.

Corrida por terras raras puxa novos projetos no Brasil e fora do país

O mercado de terras raras é dominado pela China, e por isso países do mundo ocidental fazem uma “corrida” por suprimento. Essa disputa inclui Estados Unidos, Europa e Japão.

O objetivo dessa busca são países com reservas fora da China, como Brasil e Austrália. Nos EUA, o apoio financeiro vem de instituições de governo em parcerias com a iniciativa privada, enquanto na Europa as negociações acontecem mais entre empresas.

Reservas, estágios dos projetos e números ligados a terras raras no Brasil

O Brasil aparece em segundo lugar em reservas potenciais de terras raras, com cerca de 15% segundo o SGB- -CPRM, ou 25% de acordo com o USGS (United States Geological Survey). A China fica entre 52% e 58% das reservas mundiais, e a Austrália tem 7%.

Há vários projetos no país, em sua maioria no começo, com pesquisa mineral, e alguns mais avançados em licenciamento e engenharia. Por enquanto, apenas uma empresa está em produção no Brasil.

Carina e Bambuí: cronogramas de viabilidade e meta de certificação até 2029

A Aclara concluiu o Estudo de Viabilidade do projeto Carina, em Goiás. O plano prevê capacidade média anual de 4.378 toneladas de óxidos de terras raras (REO) e vida útil de 18 anos.

A Aclara quer começar trabalhos preliminares no local no terceiro trimestre de 2026. A empresa também prevê comissionamento no primeiro semestre de 2028 e produção inicial no segundo semestre de 2028, com aumento em 2029.

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