CACB pede votação da escala 6×1 só em 2027 e critica urgência no Congresso

O setor produtivo, pela CACB, protocolou um manifesto contra a tramitação acelerada para acabar com a escala 6×1, apontada pelo Executivo. A entidade defende que a votação aconteça só em 2027, longe do período eleitoral.

CACB critica tramitação acelerada e quer debate longe da disputa eleitoral

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) disse que o tema não deve ser discutido com pressa. A proposta aparece em regime de urgência ligado à mudança sobre o fim da escala 6×1.

No manifesto, a CACB pede diálogo sem influência do período eleitoral. A ideia é ouvir trabalhadores e empresários e buscar uma solução sem atropelo, com base em debate aprofundado.

Cotait Neto e FACEB defendem negociação e discutem tramitação da PEC 8/2025 e da PEC 221/2019

Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da FACESP e da ACSP, defendeu votação apenas em 2027. Ele disse que na reforma trabalhista já existe negociação entre as partes.

Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcante, presidente da FACEB e do conselho G50+, afirmou que a discussão deve ir além da troca da escala. Ele citou possíveis efeitos como aumento de custos operacionais e incremento em preços ao consumidor, além de risco para investimento.

O texto também menciona a PEC 8/2025, que tramita na Câmara, e a PEC 221/2019, cujo relator é Paulo Azi (UNIÃO-BA). Segundo a matéria, a admissibilidade na CCJC deve ocorrer ainda em abril, e a discussão da PEC 221/2019 foi marcada para a próxima quarta-feira (15).

Próximas datas na Câmara e impacto nos setores citados por entidades

O objetivo citado é votar a proposta no Plenário até o fim de maio, conforme a Agência Câmara de Notícias.

A FACEB destacou setores como comércio, serviços, varejo e alimentação como os que podem sofrer mais reflexos. A entidade citou ainda micros e pequenas empresas e atividades com funcionamento contínuo e alta intensidade de mão de obra.

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