Ronaldo Caiado saiu do governo de Goiás no fim de março, mas pelo menos seis primos dele continuam em cargos comissionados no estado. O caso aparece na folha de pagamento mais recente do Portal da Transparência e foi divulgado primeiro pela Folha de S.Paulo e confirmado por VEJA.
Mesmo após renúncia, primos do pré-candidato seguem em funções pagas pelo estado
A saída de Caiado do comando estadual aconteceu no fim de março. Os dados do Portal da Transparência mostram primos dele em cargos comissionados, que ficam vinculados à livre contratação, sem concurso.
A reportagem apontou que a situação envolve também funções em áreas do governo, com salários pagos no mês passado.
Adriano da Rocha Lima recebeu R$ 50,4 mil; outros seis primos tiveram até R$ 29,7 mil
O destaque citado é Adriano da Rocha Lima, primo de Caiado. Ele atua na Secretaria-Geral do Governo e recebeu 50,4 mil reais no mês passado, valor acima do teto constitucional de 46,3 mil reais por causa do pagamento do 13º salário.
A reportagem também cita Leoni di Ramos Caiado Neto, Jorge Luiz Ramos Caiado Junior, Claudina Ramos Caiado, Juliana Ramos Caiado e Marlon Antonio Santos Ramos Caiado. O texto diz que eles exercem outras funções na máquina estatal e que os salários chegaram a até 29,7 mil reais no mês passado.
O artigo ainda menciona a cotação de Adriano da Rocha Lima para ser vice de Daniel Vilela, que assumiu o governo goiano com a saída de Caiado e vai concorrer à reeleição em outubro deste ano.
STF permite contratação de primos; governo de Goiás aguarda resposta
O texto cita o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a contratação de primos na administração pública não configura nepotismo por serem considerados parentes de quarto grau. As normas atuais só proíbem a nomeação de parentes de até terceiro grau.
A reportagem entrou em contato com o governo de Goiás e aguarda manifestação. Se houver resposta, o texto será atualizado.
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