Candidatos ligados ao 8 de Janeiro entram na corrida por vagas no Congresso após veto e suspensão de lei

Aprovou, o presidente vetou e o ministro suspendeu: a virada na lei sobre as penas ligadas ao 8 de janeiro de 2023 abriu espaço para novas candidaturas. Desde então, parentes de condenados e pessoas envolvidas nos episódios passaram a mirar cadeiras no Congresso.

Depois de veto e suspensão da lei, campanha eleitoral puxa temas do 8 de Janeiro

Após o ataque aos prédios do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, em 8 de janeiro de 2023, o tema ganhou força nas campanhas. Agora, o assunto aparece tanto em falas de pré-candidatos quanto nas candidaturas de pessoas ligadas ao caso.

Para parte dos candidatos, a base é buscar mudança nas condenações e criticar decisões da Justiça. A disputa eleitoral inclui gente com relação direta com o processo, como familiares e advogados que atuaram no julgamento.

Lei aprovada em 2025 teve veto de Lula e, depois, foi liberada por parlamentares antes de Moraes suspender

Em 8 de janeiro de 2023, 1‎400 manifestantes foram presos e 850, condenados por tentativa de golpe de Estado ou associação criminosa. Algumas penas ultrapassam 27 anos de prisão, e isso gerou controvérsia política e jurídica.

Em dezembro de 2025, o Congresso aprovou uma lei para reduzir as sentenças. O presidente Lula vetou o projeto, mas parlamentares de oposição derrubaram o veto e promulgaram a lei que beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro e a cabeleireira Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”.

Vinte e quatro horas depois, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu os efeitos das novas regras até a Corte analisar a constitucionalidade, depois de um pedido de partidos governistas.

Campanhas já têm nomes como “Débora do Batom”, parentes e advogados; votação segue sob decisão do STF

A técnica em enfermagem Cláudia Rodrigues, filiada ao Novo, quer disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo. Ela afirma que seu foco é a anistia e diz que é irmã da “Débora do Batom”.

Também entram na disputa a estudante Luíza Cunha, filha do empresário Cleriston Pereira da Cunha, morto em infarto enquanto aguardava julgamento na penitenciária da Papuda. Há ainda candidatos como Sebastião Coelho e Jeffrey Chiquini, que defendem Filipe Martins, condenado a 21 anos.

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