Cármen Lúcia admite crise de confiança e de imagem no STF e defende mais transparência

A ministra Cármen Lúcia disse nesta segunda-feira, 13, que o STF passa por uma crise de confiança e de imagem. Ela defendeu mais transparência e disse que o Supremo não a mudou.

Cármen Lúcia liga crise do STF a mudanças nas tecnologias e nos conflitos do país

Durante palestra na Fundação FHC, em São Paulo, Cármen Lúcia admitiu crise de confiança e de imagem no STF. Ela relacionou o problema à dificuldade do direito em acompanhar mudanças e responder a novos conflitos.

A ministra citou exemplos como o uso de inteligência artificial, as redes sociais e discussões sobre liberdade de expressão. Ela também mencionou temas ligados a meio ambiente, questões climáticas e direitos dos indígenas.

Ministra defende agendas públicas e discute ajustes na dinâmica do Supremo

Cármen Lúcia relatou que é relatora do Código de Conduta dos ministros do STF. Ela disse que suas agendas são públicas e que mais transparência ajuda o Judiciário e o STF.

Ela afirmou: “Minhas agendas são públicas e eu acho que, quanto mais se der essa transparência e essa explicação, tanto melhor”. Depois, declarou: “Não acho que o Supremo possa ficar como está, nem na sua dinâmica”.

Fala também sobre volume de processos e diz que não foi mudada pelo Supremo

A ministra citou que há mais de 80 milhões de processos em todo o Judiciário brasileiro, número que corresponde a mais de 1/3 da população do país. Ela defendeu que o STF busque dar uma resposta à crise de confiabilidade e tenha “filtro do que é contra o Judiciário e contra o Supremo”.

No fim da conferência, Cármen Lúcia disse: “Eu não mudei e nem vou mudar o Supremo, mas o Supremo não me mudou. Eu continuo sendo a pessoa que meu pai e minha mãe criaram”. O texto também menciona a discussão ligada ao caso Master e ao controle da conduta dos ministros do STF.

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