A reconciliação pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro foi preparada longe dos holofotes, com a participação de Celina Leão e Damares Alves. A volta de Michelle ao centro da campanha passa por esse acordo.
Intermediárias de bastidor: Celina Leão e Damares Alves costuraram a reconciliação
Segundo apuração do repórter Gabriel Sabóia, da coluna Radar, apresentada no programa VEJA em Foco, a governadora do Distrito Federal Celina Leão e a senadora Damares Alves atuaram como principais intermediárias para encerrar o conflito.
A negociação ficou centrada na construção do conteúdo dos vídeos divulgados pelos dois.
Negociação durou cerca de dez dias e exigiu ajustes nos discursos
Sabóia informou que a negociação durou cerca de dez dias, com conversas sucessivas para montar o que seria dito nos vídeos.
Uma fonte ouvida pelo jornalista resumiu o processo como “Foi um texto para lá e um texto para cá”.
A apuração aponta que a crise entre Michelle e Flávio passou a gerar efeitos políticos para o bolsonarismo e levou as líderes a verem o desgaste como perda de capital eleitoral da família.
Michelle volta à campanha do PL e pode participar da convenção de Flávio
Com a reconciliação, a articulação abre caminho para Michelle voltar a ocupar espaço na estratégia eleitoral do PL. Sabóia diz que ela deve ser convidada para participar da convenção que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro.
Segundo a apuração, Michelle também deve receber uma proposta para reassumir a presidência do PL Mulher, cargo que deixou após o agravamento da crise.
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