Centrão discute neutralidade e pode não apoiar chapa de Lula ou Flávio Bolsonaro

A federação formada por Progressistas e União Brasil, do Centrão, negocia uma postura de neutralidade na campanha presidencial. A mudança pode afetar a propaganda de TV e a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Federação do Centrão buscou força no Congresso e agora testa neutralidade na eleição

Em abril do ano passado, Progressistas e União Brasil anunciaram uma federação partidária.

O plano foi apresentado como a maior força política do Congresso, com 109 deputados e 14 senadores. O grupo também teria uma rede eleitoral com 6 governadores, 1350 prefeitos e mais de 12 000 vereadores.

Troca de candidatos, investigações e acenos a Lula mudam o ritmo das negociações

A federação foi desenhada para atuar nas votações na Câmara e no Senado e manter o PT e o PL sob influência do Centrão. O objetivo também incluía fazer da federação a “noiva mais cobiçada” da eleição presidencial.

No começo, o grupo preferia o governador de São Paulo Tarcísio Gomes de Freitas para liderar a chapa. Para vice, era citado o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas, com estratégias em parceria com Antônio Rueda, do União Brasil.

Depois, Jair Bolsonaro escolheu Flávio Bolsonaro para disputar o Palácio do Planalto e deixou Tarcísio de Freitas de fora. A Polícia Federal apontou relações de Daniel Vorcaro com Ciro Nogueira e Antônio Rueda, e o grupo decidiu “submergir”, com Ciro Nogueira acenando para Lula em um palanque no Piauí.

Se ficar neutra, federação muda tempo de TV e amplia alianças de Lula

A tendência atual da federação é ficar neutra, sem apoio formal a candidato.

Se isso for confirmado, Lula teria mais tempo na TV do que Flávio Bolsonaro: 5 minutos e 32 segundos contra 4 minutos e 20 segundos. A aliança de Lula reuniria sete legendas, enquanto o PL seguiria sozinho com o “Zero Um”, na disputa.

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