China proíbe apartamentos usados como jazigos de cinzas e restringe enterros fora de cemitérios

A China passou a proibir o uso de apartamentos para guardar cinzas e também vetou enterros e túmulos fora de cemitérios públicos. A regra entrou em vigor nesta terça-feira, 31, e vale para cidadãos do país.

Nova lei da China barra “apartamentos de cinzas” e limita onde ficam restos cremados

O governo chinês determinou a proibição do uso de moradias residenciais como local de armazenamento de restos cremados. A medida proíbe manter cinzas em casa.

A legislação também impede enterro de corpos ou construções de túmulos em áreas que não sejam cemitérios públicos.

Lei chamada “gu hui fang” mira prática que cresceu com a queda do mercado de cemitérios

A prática recebeu o nome de guhui fang. Ela se espalhou com a crise no mercado de cemitérios da China.

Segundo a seguradora britânica SunLife, o custo com funerais chega a metade do salário médio anual. As despesas funerárias ficam em segundo lugar entre as mais caras do mundo, atrás do Japão.

Com a queda estimada em 40% entre 2021 e 2025 no mercado imobiliário, muitos imóveis viraram “apartamentos de cinzas”. Os locais ficaram com cortinas fechadas, velas, luzes vermelhas e urnas alinhadas por geração.

Regra chega após aumento de custos, mortes acima de nascimentos e repercussão no Weibo

No ano passado, o número de mortes no país foi de 11,3 milhões. Os nascimentos registrados ficaram em 7,92 milhões.

O custo com funerais pode chegar a 100 mil yuans em grandes cidades. A mudança também ganha repercussão no Weibo, que recebeu mais de 7 milhões de citações.

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