O ciclone bomba que já atingiu os Estados Unidos no início de 2026 causou nevascas intensas, frio extremo e mortes. Agora, o mesmo tipo de fenômeno avança pelo Sul do Brasil e acende alertas de temporais e ventos intensos.
Dos EUA ao Sul do Brasil: alertas para temporais e ventos intensos
Antes de avançar pela região Sul do Brasil, o ciclone bomba que já provocou alertas de temporais e ventos intensos no país também derrubou as temperaturas nos Estados Unidos no início deste ano.
Nos EUA, a tempestade atingiu uma faixa entre a costa do Golfo do México e a região da Nova Inglaterra, com áreas cobertas por gelo e neve.
Frio perto de zero, alertas para 150 milhões e nevasca em Charlotte
Cerca de 150 milhões de pessoas ficaram sob alertas de frio intenso, com sensação térmica próxima de zero grau ou abaixo disso em partes do sul dos Estados Unidos.
Na Flórida, meteorologistas classificaram o episódio como a massa de ar mais fria registrada no sul do estado desde dezembro de 1989. Na Carolina do Norte, a nevasca chegou a quase 30 centímetros de neve em Charlotte.
O impacto também pegou o transporte aéreo: em um fim de semana de janeiro, mais de 4. 600 voos foram cancelados no país, e o aeroporto internacional de Charlotte teve centenas de operações suspensas.
Mais frio, energia cortada e impacto no Rio Grande do Sul; aulas suspensas no RJ
Além da neve e do frio extremo, a tempestade provocou cortes de energia em dezenas de milhares de imóveis e registrou mais de 110 mortes relacionadas ao período de tempestades de inverno nos Estados Unidos no fim de janeiro.
No Brasil, o fenômeno teve início na quinta-feira, 6, e resultou na passagem de um tornado no Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, a prefeitura e o governo estadual suspenderam as aulas da rede pública nesta sexta-feira por causa da previsão de rajadas que podem ultrapassar 90 km/h.
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