Depois de buscas autorizadas pelo ministro André Mendonça, no STF, o senador Ciro Nogueira voltou a negar que recebeu “mesada” de Daniel Vorcaro e disse que não conhecia a transação ligada à sua empresa. O caso envolve investigações sobre a atuação política no escândalo do Banco Master.
Após buscas no STF, senador repete a negativa sobre “mesada” e transações
Ciro Nogueira conversou com aliados nas horas seguintes às buscas. Ele disse que nunca tinha recebido “mesada” de Vorcaro.
A Polícia Federal levou o celular do parlamentar durante a operação. A PF destaca que mensagens e arquivos no aparelho podem mudar o conteúdo das investigações.
PF fala em valores por mês e cita compra de 30% das ações da Green
As mensagens interceptadas pela PF indicam, na leitura dos investigadores, uma quantia de 300.000 reais por mês, com suposto aumento para 500.000 reais depois. O senador afirmou que desconhecia essa “mesada”.
A PF também informou que a CNLF Empreendimentos Imobiliários, ligada a Ciro, comprou 30% das ações da Green Investimentos S.A. A empresa é dirigida por Felipe Cançado Vorcaro, primo do banqueiro.
Segundo a PF, o contrato trazia o nome de Raimundo Nogueira Lima, irmão de Ciro, como responsável formal. Mendonça determinou tornozeleira eletrônica para Raimundo nesta quinta, como medida cautelar.
Defesa vai ao Piauí e tornozeleira foi determinada para Raimundo
A defesa de Ciro estuda ir ao Piauí para analisar documentos e a estrutura da CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda. A operação desta quinta envolveu ações também no estado.
O ministro André Mendonça escreveu que a posição funcional de Raimundo na CNLF não seria acidental. Ele apontou a função como forma jurídica e cobertura documental para a operação investigada.
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