Frequentadores de bares no Rio de Janeiro passaram a comprar as próprias casas quando elas foram ameaçadas de fechar. Em alguns casos, eles viraram proprietários e seguiram tocando o negócio no dia a dia.
Rua do Ouvidor tem casos em que clientes viram donos para manter o botequim
Há relatos desse tipo espalhados pela cidade de São Sebastião. Na Rua do Ouvidor, um frequentador mostrou que um bar foi preservado seguindo esse mesmo caminho.
O ponto citado fica na Rua do Ouvidor 41. A história aparece ligada à Toca do Baiacú, que mantém o funcionamento no local.
Toca do Baiacú marca “desde 1947” e liga a preservação a Marco Targino
No começo de junho, a informação “desde 1947” apareceu ao lado do nome da casa. A Toca do Baiacú passou a ser apresentada com esse destaque, e a conversa citou Marco Targino como dono e responsável.
O texto diz que, desde 1947, funcionava ali o Café e Bar Ninense, fundado por portugueses de Nine. Também afirma que, nos anos 1980, Marco Targino era “sócio-atleta” do Ninense.
Depois, um proprietário comunicou que o bar seria vendido para virar loja de doces. Marco Targino consultou as próprias economias e comprou o Ninense, que ficou dois anos fechado para reformas.
Outras compras de clientes incluem Adega Pérola, Adega do Pimenta e Galeto Sat’s
O texto cita Ricardo Martins e Heitor Linhares como responsáveis pela preservação do balcão de petiscos da Adega Pérola, em Copacabana. O bar foi inaugurado em 1957 e estava ameaçado de fechar em 2010.
Também aparece William Guedes como comprador da Adega do Pimenta em 2014. O caso inclui Sergio e Elaine Rezende, que compraram o Galeto Sat’s, aberto desde 1962, após os proprietários espanhois colocarem o local à venda.
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