CNI aponta que 97% das indústrias podem ser afetadas por redução da jornada

Uma sondagem da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 97% das indústrias brasileiras preveem impactos com uma eventual redução da jornada de trabalho. O estudo também indica que 73% dos empresários são contrários à medida por lei.

CNI diz que mudanças na jornada podem atingir cadeias produtivas e a economia

Segundo a CNI, uma eventual mudança na legislação sobre a jornada pode afetar a organização das cadeias produtivas. A confederação cita reflexos para a economia.

Entre as preocupações das empresas estão aumento de custos, perda de competitividade e redução da capacidade produtiva.

44 horas lideram nas indústrias, e maioria rejeita redução para 40 horas

A pesquisa mostra que a jornada semanal de 44 horas é praticada por 85% das indústrias. Outras 12% adotam jornadas entre 40 e 44 horas.

O levantamento indica ainda que apenas 2% operam com jornadas de 36 a 40 horas. O restante, 1%, usa outros modelos para trabalhadores diretamente envolvidos na produção.

Sobre propostas no Congresso Nacional, 73% das indústrias são contrárias à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. Além disso, 57% rejeitam o fim da escala 6×1.

Negociação define jornada em parte das empresas, e debate entra no Congresso

A sondagem destaca o papel da negociação coletiva. Em 37% das empresas, a duração da jornada semanal é definida por acordos entre empregadores e trabalhadores.

A pesquisa mostra que 62% das indústrias avaliam que a redução da jornada ou a proibição da escala 6×1 podem comprometer benefícios previstos nesses acordos coletivos.

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