Os Estados Unidos anunciaram uma tarifa adicional de 12,5% sobre exportações brasileiras nesta quinta-feira (23). A Confederação Nacional da Indústria (CNI) diz que a prioridade é manter as negociações para reduzir os impactos na indústria.
Tarifa extra dos EUA entra no radar da indústria e amplia a pressão por negociação
A medida foi anunciada sob a alegação de que o Brasil não combate adequadamente o trabalho forçado.
Segundo a CNI, as barreiras comerciais aumentaram e o caminho discutido com o governo é continuar conversando entre os dois países.
Ricardo Alban fala em estratégia com apoio imediato e nova missão no Nova Indústria Brasil
O presidente da CNI, Ricardo Alban, fez a declaração após reunião com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, nesta quinta-feira.
Alban também citou uma estratégia em duas frentes. No curto prazo, ele mencionou apoio imediato às empresas prejudicadas com participação de MDIC, ApexBrasil, ABDI, SEBRAE, BNDES, além da CNI via SESI, SENAI e IEL.
No longo prazo, a proposta é criar uma nova missão do programa Nova Indústria Brasil (NIB), voltada para fortalecer a inserção internacional e mitigar impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Carta para Donald Trump e impacto na exportação: o que muda com as novas tarifas
A CNI informou que enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendendo a manutenção das negociações com participação dos setores industriais dos dois países.
Alban afirmou que a entidade ainda avalia os impactos da nova tarifa de 12,5% e comentou que a medida afeta principalmente produtos manufaturados.
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