Uma coalizão de 40 países pediu a “reabertura imediata e incondicional” do Estreito de Ormuz, que o Irã bloqueia. O pedido saiu após uma cúpula virtual organizada pelo Reino Unido para discutir como desobstruir uma rota central do comércio de petróleo.
Bloqueio de Ormuz vira foco de cúpula virtual no Reino Unido
A reunião aconteceu nesta quinta-feira, 2, para orientar a ação dos países sobre o bloqueio no Estreito de Ormuz.
A rota é tratada como fundamental para o comércio de petróleo global, e a pauta ganhou força em meio à crise energética.
Yvette Cooper diz que parceiros vão buscar sanções e outras medidas
A ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, afirmou que os parceiros pediram a reabertura imediata e incondicional do Estreito e o respeito à liberdade de navegação e ao direito do mar.
Cooper disse que os países concordaram em explorar “medidas econômicas e políticas”, como sanções contra Teerã por “imprudência” ao bloquear a rota.
Ela citou que cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do planeta passa por Ormuz em períodos de paz. O bloqueio, segundo a declaração, pode aumentar os preços de energia ao redor do mundo.
Sem declaração conjunta e pedido de “corredor humanitário” para fertilizantes
Nenhuma declaração conjunta foi emitida após o encontro. Representantes da Itália, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos pediram a criação de um “corredor humanitário” para garantir o transporte de fertilizantes por Ormuz e evitar uma crise alimentar.
A cúpula ocorreu um dia depois de Donald Trump dizer, na quarta-feira, 1º, que os países que importam petróleo pelo estreito deveriam “conquistar a rota”. O presidente também afirmou: “Vão até o estreito e simplesmente tomem posse dele, protejam-no, usem-no para vocês mesmos”.
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