A Colômbia inaugurou nesta quarta-feira, 14, sua embaixada em Jerusalém. A decisão coloca o país entre os poucos que mantêm representação diplomática na cidade.
Inauguração em Jerusalém coloca a Colômbia em meio à disputa sobre a capital de Israel
A maior parte da comunidade internacional não reconhece Jerusalém como capital de Israel. O status definitivo da região segue em disputa.
A mudança acontece com a Colômbia seguindo uma decisão que contrasta com a ruptura feita pelo governo anterior. Em 2024, Gustavo Petro rompeu relações diplomáticas com Israel em protesto contra a ofensiva militar na Faixa de Gaza.
Cerimônia teve presença de Gideon Saar e fala sobre segurança e laços bilaterais
Na cerimônia, estiveram presentes o chanceler israelense Gideon Saar e o homólogo colombiano Omar Bula. Saar disse: “É um dado importante para o Estado de Israel. É também um dado importante para a cidade de Jerusalém”.
Omar Bula afirmou que a iniciativa representa um passo concreto para restabelecer os laços bilaterais. “Uma relação que nunca deveria ter sido interrompida”, declarou.
O chanceler colombiano também citou segurança como prioridade. Ele falou sobre ameaças ligadas ao terrorismo, narcotráfico e criminalidade transnacional organizada, e disse que Israel será um parceiro estratégico “com ainda mais ações e força acrescentada”.
Autoridade Palestina reage e países mantêm embaixadas em Tel Aviv
A decisão provocou reação da Autoridade Palestina. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores condenou a iniciativa, dizendo que ela viola o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas, além de atacar os direitos nacionais do povo palestino.
A maioria dos países mantém suas embaixadas em Tel Aviv. Eles fazem isso por considerar que o status definitivo de Jerusalém deve ser definido numa solução negociada para o conflito entre israelenses e palestinos.
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