Depois de Benjamin Netanyahu acusar partidos árabes israelenses de fraude no pleito de 27 de outubro, a Comissão Eleitoral de Israel disse nesta quarta-feira, 4, que não encontrou indícios de violação. O órgão afirmou que revisou reclamações e conferiu mais de 9 mil urnas.
Auditoria encerra acusações de Netanyahu e fecha verificação eleitoral
A Comissão Eleitoral informou que a auditoria foi concluída. Segundo o comunicado, todas as reclamações apresentadas por facções políticas foram revisadas.
O órgão também disse que suas verificações não revelaram nenhuma irregularidade. A comissão declarou ainda que não encontrou indícios de que os resultados tenham sido alterados.
Mais de 9 mil urnas foram examinadas após acusações ao Likud
Netanyahu e seu partido, o Likud, acusaram as legendas árabes israelenses de cometer fraude. Eles atribuíram o desempenho dessas siglas nas eleições da semana passada como um dos fatores para tirar a maioria do primeiro-ministro no Parlamento.
A Comissão Eleitoral disse que analisou recursos de partidos e de particulares. O texto informou que o trabalho envolveu a checagem minuciosa de mais de 9 mil urnas, descritas como um número sem precedentes.
O anúncio saiu pouco antes do presidente de Israel, Isaac Herzog, começar as reuniões para designar um candidato a formar um governo. Nesse processo, os partidos árabes israelenses podem ter papel de fiel da balança.
Negociações para novo governo miram data-limite de 11 de novembro
O objetivo é definir, até 11 de novembro, quem o presidente considerar mais apto para formar o próximo governo. Herzog afirmou que, por não haver um vencedor claro, será necessário originalidade e criatividade, coragem e boa vontade.
As negociações prometem ser difíceis porque nenhum bloco conseguiu a maioria absoluta de 61 cadeiras. Os partidários de Netanyahu somaram 53 assentos e o principal bloco de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, conquistou 48 cadeiras.
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