A Coreia do Norte informou na ONU que não está sujeita a tratados de não proliferação de armas nucleares. O país também diz que vai manter e fortalecer seu arsenal nuclear.
Kim Song afirma na ONU que Pyongyang não aceita regras de não proliferação
Kim Song, representante permanente da Coreia do Norte nas Nações Unidas, falou durante a 11ª conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), em Nova York.
Ele declarou que Estados Unidos e outros países estão “prejudicando o ambiente” do encontro ao levantar a questão das armas nucleares norte-coreanas.
Coreia do Norte rejeita pressão e sanções e chama de “irreversível” o caminho nuclear
A Coreia do Norte disse que não muda de status como potência nuclear por “afirmações retóricas” nem por “desejos unilaterais de estrangeiros”.
Kim declarou que a Coreia do Norte “não estará vinculada ao Tratado de Não Proliferação Nuclear sob quaisquer circunstâncias” e chamou de “irreversível” o caminho do país. Ele também afirmou a intenção de fortalecer capacidades atômicas.
O país ratificou o TNP em 1985 e anunciou a saída em 2003. Na época, Washington confrontou Pyongyang sobre um programa secreto para construir bombas atômicas.
Saída do TNP em 2003 e cúpulas com Trump e Kim Jong Un não destravam negociações
Kim Song citou a discussão na revisão do tratado, enquanto Pyongyang segue rejeitando pressão e sanções internacionais para desmantelar o programa nuclear.
Estados Unidos e Coreia do Norte fizeram cúpulas em 2018 e 2019, mas não houve avanços concretos. No ano passado, Kim sinalizou que aceitaria um novo encontro com Donald Trump se Washington deixasse a exigência de desnuclearização.
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