A Coreia do Sul mandou uma equipe de avaliação aos Emirados Árabes Unidos para analisar a segurança e as possibilidades de atuação no Estreito de Ormuz. A viagem ocorreu no fim de semana e o governo diz que ainda não decidiu atender ao pedido de apoio militar dos Estados Unidos.
Missão sul-coreana nos Emirados foca segurança no Estreito de Ormuz
O Ministério da Defesa sul-coreano confirmou o envio da equipe para examinar as condições de segurança na região. A pasta informou que a análise mira as condições operacionais e as alternativas de atuação.
Em paralelo, o governo afirma que ainda não tomou uma decisão sobre como responder ao pedido feito por Washington.
Governo nega prazo dos EUA e cita alternativas como P-8A e operação contra minas
O Ministério da Defesa negou que os Estados Unidos tenham dado um prazo até novembro para a Coreia do Sul enviar equipamentos ou militares. Um funcionário disse à imprensa: “Não é verdade que os Estados Unidos tenham solicitado o envio de nossos recursos ao Estreito de Ormuz com um prazo específico”.
Entre as alternativas estudadas estão aeronaves de patrulha marítima P-8A Poseidon, especialistas em desativação de explosivos e uso de sistemas não tripulados para detectar e retirar minas. O navio de apoio logístico Soyang chegou a ser considerado, mas perdeu prioridade por causa do tamanho da tripulação e do tempo de uso da embarcação.
Protestos e Assembleia Nacional entram no radar antes de qualquer envio de tropas
Organizações civis fizeram um protesto em Daejeon contra o envio de tropas. Parlamentares do Partido Democrático da Coreia também se manifestaram contra a medida.
O envio de militares ao exterior ainda precisa ser aprovado pela Assembleia Nacional. O artigo lembra que missões anteriores passaram pelo mesmo procedimento, como a mobilização da Unidade Zaytun para o Iraque durante o governo de Roh Moo-hyun.
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