Corte de gastos de Milei reduz inflação, mas aumenta pobreza e derruba popularidade

O corte radical de gastos feito por Javier Milei, na Argentina, ajudou a reduzir a inflação e abriu espaço para superávit fiscal, mas também trouxe alta da pobreza e queda de popularidade. Com a proximidade das eleições, o governo enfrenta pressão em salários, emprego e escândalos.

De inflação menor a pobreza maior: o que mudou na vida de quem mora na Argentina

Depois de um plano para cortar despesas do Estado, a Argentina voltou a registrar sinais de recuperação econômica. A inflação anual caiu de 161% para 33% e a economia voltou a crescer.

Mesmo com números melhores, o ajuste seguiu junto de um processo de empobrecimento. O texto aponta queda do poder de compra, recuo da produção industrial e aumento da pobreza.

Inflação cai, reservas chegam a US$ 50 bilhões e risco-país recua, mas salários e emprego pioram

O governo de Milei reduziu as despesas do Estado em 35% e mirou subsídios nas contas de luz, gás, água e no transporte. O país também registrou o primeiro superávit fiscal em mais de uma década.

Em julho, as reservas cambiais passaram da meta do FMI e chegaram a 50 bilhões de dólares, o dobro do começo do mandato. Nesse período, o risco-país recuou de 1 900 para 600 pontos.

Com a mesma política, salários não acompanharam o custo de vida e estão mais baixos do que há três anos. A perda do poder de compra chega a 40%, a produção industrial recuou 3% e mais de 30 000 empresas fecharam as portas, com perda de 410 000 postos formais de trabalho.

Malvinas, arbitragem e reforma no Banco Central: próximos passos e efeitos sobre as eleições

Nesta terça-feira 29, Milei anunciou o início de um processo de arbitragem contra um projeto de perfuração de petróleo perto das ilhas Malvinas e deu duas semanas para Londres parar a exploração. Ele também citou uma base naval nova em Ushuaia para ampliar a presença militar na região.

O texto também aponta iniciativas no Banco Central para manter a independência do órgão e impedir financiamento do Tesouro com impressão de dinheiro. Nas pesquisas, Milei aparece empatado com Axel Kicillof e sua rejeição chegou a 64%.

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