A corrida presidencial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro entra numa fase de ataques mútuos e disputa de versões. Segundo o cientista político Cristiano Noronha, o impacto deve ficar restrito para a maior parte do eleitorado.
“Batalha de narrativas” no digital: ataque vira estratégia, mas não muda a maioria
Cristiano Noronha disse que a campanha deve virar uma “batalha de narrativas”. Ele apontou troca constante de acusações, principalmente no ambiente digital.
O cientista político afirmou que esse tipo de confronto tem limite para alterar votos já consolidados. Ele também relacionou a exploração de fragilidades conhecidas, como episódios ligados à corrupção e controvérsias políticas.
Polarização alta fixa 83% do eleitorado e amplia chance de disputa apertada
Noronha citou um levantamento em que cerca de 83% do eleitorado já firmou posição. Com a maioria decidida, críticas e denúncias tendem a reforçar convicções pré-existentes.
Ele estimou que o impacto deve atingir um grupo menor, entre 10% e 15% dos eleitores. Por causa disso, a disputa tende a ser decidida por diferença mínima, com vantagem de cerca de quatro pontos percentuais para o vencedor.
Noronha destacou que temas antigos ligados à corrupção têm efeito limitado porque já são amplamente conhecidos pelo eleitor. Ele afirmou que “Explorar o mensalão ou o petrolão dificilmente muda voto”, mas disse que novas denúncias podem influenciar o resultado, principalmente se envolverem personagens relevantes ou instituições.
Flávio tende a desacelerar e Lula pode reagir em até 2 a 5 pontos
Sobre o crescimento de Flávio, Noronha indicou desaceleração. Ele disse que o avanço reduziu uma diferença que era de cerca de 17 pontos para algo em torno de quatro a cinco pontos, dependendo do instituto.
Para Lula, Noronha disse que a reação existe, mas dentro de limites. Ele avaliou que o crescimento deve ficar entre dois e cinco pontos, sem mudança brusca no quadro eleitoral.
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