Milhares de cubanos foram às ruas de Havana nesta quarta-feira, 13, contra apagões que deixaram bairros sem eletricidade por até 40 horas seguidas. A crise energética do país piorou após o endurecimento do bloqueio dos Estados Unidos nas importações de combustível.
Protestos em Havana crescem após cortes de energia atingirem o país
Moradores foram às ruas na noite desta quarta-feira e fizeram barulho com panelas. Eles também ergueram barricadas improvisadas durante os apagões.
Dados oficiais obtidos pela agência de notícias AFP apontam que 65% do território cubano teve cortes simultâneos de energia nesta terça.
Governo cubano admite falta de diesel e óleo combustível e cita falha no sistema
O governo de Cuba reconheceu que o país está sem reservas de diesel e óleo combustível.
Nesta quinta-feira, o ministro de Energia e Minas de Cuba, Vicente de la O Levy, disse à televisão estatal que “Não temos absolutamente nenhum combustível e absolutamente nenhum diesel”. Ele afirmou que o sistema elétrico entrou em estado “crítico”.
A empresa estatal Unión Eléctrica informou que uma falha no sistema provocou uma desconexão entre as regiões de Ciego de Ávila e Guantánamo. A empresa disse que isso afetou ao menos metade do território cubano, e que a principal termelétrica do país, Antonio Guiteras, também saiu de operação.
Ajuda humanitária dos EUA entra na pauta e cubanos seguem sem luz
Havana avalia uma oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões feita por Washington. Segundo o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, os recursos seriam distribuídos por meio da Igreja Católica.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, declarou que o governo está “disposto a ouvir os detalhes da proposta e a forma como seria implementada”. Em Havana, moradores relataram até 20 ou 22 horas diárias sem eletricidade, e em províncias do interior há relatos de dias inteiros sem fornecimento regular.
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