Escolher um curso executivo no exterior não afeta só o currículo. O país escolhido muda o ritmo das aulas, o tipo de networking e até a burocracia da viagem.
O que muda com o destino influencia diretamente a rotina do estudante e a forma de lidar com o mercado no dia a dia.
Cidade, colegas e cultura de negócios definem a rotina do curso fora do país
Num curso executivo, o lugar onde você estuda entra no aprendizado. A cidade, os colegas, os professores e o ritmo de vida ajudam a moldar a experiência.
Nos Estados Unidos, a formação costuma seguir um ritmo mais acelerado e se conecta com a cultura de negócios do país. Já na Europa, o foco aparece nas escolas de negócios em centros como Londres, Paris, Frankfurt, Madri, Barcelona, Lisboa e Milão.
Estados Unidos pedem adaptação em inglês e trazem redes em centros como Nova York e Vale do Silício
Nos EUA, cidades como Nova York, São Francisco, Vale do Silício e Boston concentram empresas, investidores, universidades e ecossistemas ligados a finanças, tecnologia, inovação e empreendedorismo.
Em relação ao idioma, a exigência aparece desde o processo seletivo, porque os programas são ministrados em inglês. Na Europa, muitos cursos executivos e programas de pós-graduação internacionais também são oferecidos em inglês, mas os idiomas locais influenciam o dia a dia fora da sala.
Portugal, Espanha e Itália ganharam mais espaço entre brasileiros. A escolha varia conforme especialização e adaptação cultural, com Portugal ligado a tecnologia e negócios digitais, Espanha a negócios globais e Itália a design, luxo, moda e indústria.
Veja como muda a burocracia: I-20 e visto F-1 nos EUA; visto D e etapas extras na Europa
Nos Estados Unidos, o estudante costuma receber da instituição o formulário I-20 para iniciar o pedido do visto F-1. O processo envolve o formulário DS-160, pagamento da taxa SEVIS e entrevista presencial no consulado ou embaixada.
Na Europa, os passos variam por país. Em Portugal, estudantes solicitam o visto D4 no Brasil com carta de aceitação, comprovantes de alojamento, meios de subsistência e seguro de viagem. Na Espanha, o Visado de Estudios sai nos consulados e, para cursos acima de seis meses, é preciso emitir depois a Tarjeta de Identidad de Extranjero (TIE). Na Itália, além do visto, pode ser exigida a Dichiarazione di Valore e o Permesso di Soggiorno nas primeiras semanas.
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