Decisão de Trump classifica PCC e Comando Vermelho como terroristas e mexe com o governo Lula

A decisão do governo Donald Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras provocou apreensão política no Palácio do Planalto e abriu uma nova frente de desgaste eleitoral para Lula. O assunto entrou em debate no programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz.

Como a classificação americana virou tema de disputa no Palácio do Planalto

No programa, comentaristas disseram que o governo tenta reagir a uma medida apoiada por parte da população e já incorporada ao discurso político da direita.

Eles afirmaram que o Planalto ainda busca entender os impactos da decisão dos EUA. O grupo também tenta evitar tanto o confronto direto com Donald Trump quanto o fortalecimento político de Flávio Bolsonaro.

Reação inicial, apoio popular e debate sobre o que conta como terrorismo

Robson Bonin disse que a reação do governo nas primeiras horas foi tentar entender como decisões semelhantes afetaram outros países. Ele afirmou que a diplomacia ainda não sabe como reagir.

Durante o programa, Ferraz citou levantamento da Quaest, com apoio de cerca de 70% da população à classificação das facções como organizações terroristas. Bonin disse que o governo deixou de tratar segurança pública e combate às facções como prioridade.

Laryssa Borges explicou que o governo tenta dizer publicamente que o enquadramento jurídico adotado pelos EUA não tem respaldo na legislação brasileira. Ela afirmou que, segundo o Planalto, organizações terroristas precisam de motivação ideológica ou política, enquanto PCC e Comando Vermelho operam com fins econômicos ligados ao tráfico e à lavagem de dinheiro.

Direita reage rápido e Planalto tenta sustentar a tese de soberania

José Benedito afirmou que a reação da direita começou minutos após o anúncio. Ele disse que Flávio Bolsonaro postou “grande dia” e que Carlos Bolsonaro, Eduardo, Romeu Zema e Ronaldo Caiado também passaram a usar o tema para atacar o governo Lula.

Mesmo com o desgaste inicial, Benedito disse que o governo pode reagir com o discurso da soberania nacional. Ele também citou investigações em andamento envolvendo políticos ligados a apurações relacionadas ao Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

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